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25 de Junho de 2021
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Como os algoritmos das bigtechs limitam o debate político
Em uma democracia recente, como a do nosso país, que foi restabelecida há pouco mais de 30 anos, a desinformação é uma grande ameaça para a nossa democracia.



Sabemos que a grande mídia tem um papel essencial no contexto democrático, mas na conjuntura atual em que estamos vivemos, a internet e as redes sociais estão assumindo grande espaço nos debates políticos não só entre os candidatos, como também entre o eleitorado.

Mas a internet e as redes sociais também podem ser solo fértil para a propagação da desinformação veiculada por fake news. Com a polarização acirrada, temos um aumento no volume de sites com forte viés ideológico e em meio ao grande volume de notícias nas redes muitas vezes fica difícil identificar se o site é de origem legítima ou não.

O filtro invisível, algoritmos e bolhas políticas

Com o mecanismo de filtragem em feeds de mídias sociais, muitas pessoas têm a impressão de que a informação é verdadeira, porque todas as suas conexões estão visualizando e compartilhando a mesma publicação quando, o que acontece, é que provavelmente todos estão na mesma bolha digital, e compartilham das mesmas opiniões.

Isso acontece, porque com os algoritmos das redes sociais consumimos conteúdos e opiniões que estão interligadas a nossa. As redes sociais tendem a "prever" os assuntos que podem ser do nosso interesse, como as "sugestões", "você pode gostar de", sem fazer um filtro se aquela informação é falsa ou não.

Desta forma, enfraquecemos o debate político, pois o único acesso fora da bolha, que se é permitido, é quando algum amigo compartilha uma informação divergente. Sem argumentos para fomentar um debate, os apaixonados por suas posições políticas, acirram a polarização já que não têm acesso a conteúdos que desafiem as suas crenças.

É importante sempre relembrar, que o acesso à informação verdadeira é um dos pilares da democracia, uma vez que é por meio das informações recebidas que o cidadão tende a formar sua opinião, para eleger o seu representante.

Por isso, em meio a esse turbilhão de notícias duvidosas disseminadas tanto por robôs quanto por perfis falsos na internet, é necessário cada vez mais que haja checagem das fontes e um comprometimento com a verdade, para que possamos combater a desinformação e evitar que uma nova onda de fake news em 2022 ameace a nossa democracia.

Fonte: Base.lab
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