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16 de Abril de 2019
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Audiência pública debate privatização das estatais paulistas
Ato realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo discutiu o projeto de Lei 01/2019, do governador João Dória



Em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, na capital paulista, na última semana, o diretor do Sindpd Pedro Luiz Saldanha defendeu, diante de centena de trabalhadores e parlamentares, a manutenção das empresas públicas, que correm risco de privatização por meio do projeto de Lei 01/2019, de iniciativa do governador João Dória e baseado na Lei 9361/1996.

Entre as empresas, estão a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), a Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS), a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), a Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (Codasp), a Imprensa Oficial do Estado São Paulo (Imesp) e a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp).

Em seu discurso, Saldanha levou aos deputados um pouco da trajetória, das conquistas e da importância da Prodesp para a população de São Paulo.

"A história da PRODESP se confunde com a própria história do uso da Informática no Governo do Estado de São Paulo. Nesse ano de 2019, vamos fazer 50 anos de prestação de serviços à população do Estado de São Paulo. A Prodesp tem atualmente 1.682 empregados com um índice de produtividade que cresce consistentemente ano a ano, saltando de pouco mais de R$ 255 mil em 2010 para R$ 460 mil em 2017. A PRODESP duplicou o seu faturamento, passando de R$ 530 milhões em 2010 para pouco mais de R$ 1 bilhão em 2018. Poderia elencar aqui vários serviços prestados pela PRODESP à população, POUPATEMPO, ACESSA SP, SP SERVIÇOS. O reconhecimento da qualidade desses projetos está expresso nos inúmeros prêmios que a PRODESP foi distinguida ao longo dos anos", disse o dirigente.

Segundo Saldanha, debater o assunto é fundamental. "Não pode ser discutido somente pelo executivo, sem passar pelo crivo dessa Casa. Na verdade, o projeto da forma que foi apresentado ao legislativo é um desrespeito aos senhores deputados, porque retira a maior prerrogativa dessa casa que é fiscalizar os atos do governo. O legislativo não pode dar um cheque em branco ao governador", finalizou o diretor.

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