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09 de Março de 2022
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Na CBN, presidente do Sindpd defende atualização da tabela de Imposto de Renda


Em entrevista para a CBN Vale, com apresentação do jornalsita Fernando Carlos, o presidente do SINDPD Antonio Neto debateu temas como a conjuntura política do Brasil, a situação do mercado de trabalho no país e a necessidade de se realizar uma reforma tributária no Brasil, trazendo progressividade e um sistema mais justo que desonere a classe média e os pequenos e médios empresários.

Questionado sobre a importância da Conferência da Classe Trabalhadora (CONCLAT) que será realizada no próximo dia 7 de abril, Neto destacou a necessidade de união e debate das Centrais Sindicais nesse momento para desenhar pautas conjuntas que devem ser apontadas para o Congresso, candidatos a presidência e demais tomadores de decisão do Brasil como uma forma de dizer "é com isso que a classe trabalhadora está preocupada para as eleições de 2022".

"E uma das questões principais que afeta a todos os brasileiros hoje em dia é a tabela do imposto de renda. Veja que crime se comete contra a classe trabalhadora brasileira, esse povo mais sofrido. Há quantos anos não se corrige a tabela? Quero que todos saibam que há uma defasagem de 134% na tabela do imposto de renda, não é possível alguém ganhar R$3000 e pagar 15% de imposto." afirmou Neto

Além destes temas, Neto discutiu debateu a desindustrialização brasileira, as tentativas de desmonte do serviço público, a desvalorização do salário mínimo frente à uma inflação galopante e o papel da classe trabalhadora na construção de um cenário de mudança no Brasil.

Defasagem

O presidente Jair Bolsonaro adiou mais uma vez o cumprimento de sua promessa de campanha de corrigir a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. Na prática, a omissão representa um novo aumento dos impostos. A cada ano, mais brasileiros são obrigados a pagar IR. E quem já paga leva uma mordida ainda maior no bolso.

Quase 24 milhões de brasileiros estariam isentos do IR se houvesse, ao menos, a correção da tabela pela inflação acumulada desde 1996 e não repassada, de 134,5%. Hoje, apenas 8 milhões de pessoas estão isentas. A estimativa é dos próprios auditores da Receita Federal e foi divulgada pela associação nacional da categoria, o Unafisco.

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