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28 de Maio de 2021
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"Não se vê luz no fim do túnel" para o mercado de trabalho, afirma professor da UFRJ
País registra números recordes de trabalhadores desempregados, subutilizados e desalentados



Diante dos dados do emprego do primeiro trimestre e do atual cenário da pandemia no país, o economista João Saboia, professor emérito do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz não ver "luz no fim do túnel" para o mercado de trabalho brasileiro. Ele aponta para o grande contingente de mão de obra desperdiçada e destaca que a fraqueza da massa de rendimentos é um obstáculo para a retomada da atividade econômica.

"O quadro é muito preocupante e o pior é que não se vê atualmente a luz no fim do túnel do mercado de trabalho. O pano de fundo é a covid-19 e o ritmo lento de vacinação. Por mais que se tente reativar o mercado aqui e ali, é uma dificuldade muito grande. Em relação ao futuro, sou pessimista a curto prazo - para este ano, pelo menos", afirma o economista.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira que a taxa de desemprego no país atingiu o recorde de 14,7% no primeiro trimestre. Também registraram os piores momentos da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) o número de desempregados (14,805 milhões), de trabalhadores subutilizados (33,202 milhões) e de desalentados (5,970 milhões).

A pesquisa também apontou a manutenção da massa de rendimentos, um fator que prejudica a recuperação da economia. "A massa de rendimentos é o que a economia gera no dia a dia. E o que se viu nesse primeiro trimestre foi a manutenção desse nível, o que torna a recuperação da economia muito difícil pelo lado do consumo. E, pelo lado dos investimentos, há as restrições do setor público e as incertezas do setor privado", diz o professor.

A massa salarial ficou em R$ 212,514 bilhões no primeiro trimestre de 2021, número que é 1,5% inferior ao do quarto trimestre (R$ 3,159 bilhões a menos), embora seja considerado estatisticamente estável pelo IBGE. Frente ao primeiro trimestre de 2020, a queda é de 6,7% (menos R$ 15,205 bilhões).

Saboia chama atenção para o grande contingente de trabalhadores subutilizados, especialmente frente ao número total de ocupados (85,7 milhões de pessoas). Os subutilizados - também chamados de "mão de obra desperdiçada" - incluem os desempregados, as pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e os trabalhadores que não buscam emprego, mas gostariam de trabalhar.

"Entre os subutilizados, apenas sete milhões estão trabalhando, mas com menos horas do que gostariam. Os demais simplesmente não trabalham, embora gostassem de estar trabalhando. Trata-se de um enorme desperdício de pessoas que poderiam estar inseridas no mercado de trabalho", ele alerta.




Fonte: Valor Econômico

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