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09 de Abril de 2021
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Quais tecnologias queremos desinventar?
Invenções como automóvel, reconhecimento facial e clareadores de pele servem a quê? Pesquisador de racismo algorítmico recolhe desejos de desinvenção. Por trás da brincadeira, uma crítica aos sentidos da técnica voltada ao mercado



Entre as táticas para pensar uma revolução técnica, diversas são as linhas de ação. Uns desativam as contas nas redes sociais contra os algorítimos-gatekeepers. Outros migrar para o Telegram em busca de outro aplicativo de mensagens, sem fake news, diferente do Whatsapp. Relatos não faltam entre os que radicalizam. Mas como desinventar tecnologias?

Usando a sua conta pessoal na rede social, o pesquisador brasileiro em Cibercultura, Tarcízio Silva, chamou atenção no último dia 19 de janeiro 2021 pela sua postura anti-civilizatória e pró-humanização.

"Precisamos falar da desinvenção. Cada vez mais percebemos que não é na ?inovação? ou na ?invenção? que estão as soluções para um mundo melhor. Com frequência é justamente o contrário", diz o pesquisador, doutorando em Comunicação pela UFABC com pesquisa focada sobre o tema "racismo algorítmico".

Com a questão levantada sobre "o que você desinventaria?", Tarcízio criou um site que permite receber colaborações (formulários online) de todo o mundo sobre seus desejos de desinventar tecnologias.

Exemplos como "carros particulares", "clareadores de pele" e "reconhecimento facial", são algumas das propostas indicadas como tecnologias inúteis. Mas o que será que um chinês desinventaria? Mas o que será que um português desinventaria? São questões que movem o questionário colaborativo.

O projeto independente Desinventando Tecnologias foi lançado associado a newsletter Desvelar e envolve memória, técnica e sensibilidade. Ele transmitiu para mim uma mensagem de tom irônico e conteúdo instigante para o imaginário coletivo: "é tudo questão de adoção".

A ideia de que uma técnica torna-se uma inovação passa por uma série de adoções e convenções institucionais e pela escalabilidade da tecnologia e, sobretudo do lucro gerado. Um exemplo é a plataforma de trabalho Uber, que criou inclusive o verbo "uberizar", de acordo com o dicionário de Cambridge. O que poderia ser uma tecnologia local, mas é de escala internacional.

Depende das demandas e potencialidades de cada grupo local, na escala de bairro, de cidade, de estado, decidir como organizar e desorganizar as tecnologias em busca de mais artefatos mais públicos e menos bunkers de dados privados.

E você? Qual tecnologia desinventaria? Clique aqui para participar.

Fonte: Outras Palavras




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