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25 de Junho de 2021
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TV, notebook, drones: Por que Amazon destrói milhões de produtos anualmente


Enquanto participa e divulga iniciativas de preservação do meio ambiente, a Amazon mantém algumas práticas nada sustentáveis. Um exemplo disso é a rotineira destruição de milhões de itens de estoque que não são vendidos a cada ano, sejam eles produtos novos ou devolvidos por consumidores.

A descoberta foi divulgada pela rede britânica ITV News, em uma reportagem no depósito da companhia em Dunfermline, na Escócia, um dos 24 centros de atendimento da multinacional americana no Reino Unido. Essa não é a primeira vez que a política de destruição de itens da companhia chama a atenção pelo mundo. No caso britânico, porém, a proporção parece ser bem maior.

Em 2019, situação semelhante foi descoberta na França. O Greenpeace também denunciou recentemente que a Amazon continua a adotar essa prática na Alemanha, mesmo após a aprovação de leis no país que a proíbem.

Pesquisadores da entidade trabalharam ao longo de semanas no centro logístico de Wensin e descobriram que a empresa mantém o processo de destruição de itens por lá, incluindo roupas.

Por que isso acontece?


A explicação para essas destruições está no modelo de negócio da empresa. Muitos fornecedores parceiros deixam os seus produtos nos centros de distribuição da companhia, que, quando não são vendidos, têm o descarte como o destino mais provável.

Um ex-funcionário da empresa afirmou à reportagem que precisavam destruir cerca de 130 mil produtos semanalmente. Entre os itens destruídos estão smart TVs, notebooks, drones, secadores de cabelo, fones de ouvido, HDs de computador, livros e milhares de máscaras faciais. Ocasionalmente, Macbooks e iPads.

"No total, 50% de todos os itens não tinham sido abertos e ainda estavam em suas embalagens a vácuo. A outra metade tinha sido devolvida e estava em bom estado. Os funcionários acabam ficando entorpecidos com o que estão sendo solicitados a fazer", contou.

Um documento interno do armazém ao qual a reportagem teve acesso diz que, em uma semana de abril, mais de 124 mil itens foram marcados como "destruir". Para comparação, no mesmo período apenas 28 mil itens foram colocados como "doar".

Em nota à imprensa britânica, a Amazon afirmou que está trabalhando para uma política de descarte zero de produtos e que tem como prioridade revender, doar para organizações beneficentes ou reciclar quaisquer produtos não vendidos.

"Nenhum item é enviado para aterro sanitário no Reino Unido. Como último recurso, enviaremos itens para a recuperação de energia, mas estamos trabalhando arduamente para reduzir a zero o número de vezes que isso acontece", acrescentou.

Tilt solicitou um posicionamento da companhia, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Repercussão


Sam Chetan Welsh, porta-voz do Greenpeace, afirmou à reportagem que é chocante ver uma empresa de vários bilhões se livrar do estoque desta maneira.

"Coisas que não são sequer de uso único, mas que não estão sendo usadas, direto da linha de produção para dentro do caixote de lixo. Enquanto o modelo de negócios da Amazon contar com este tipo de cultura de descarte, as coisas só vão piorar. O governo deve intervir e trazer a legislação imediatamente".

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu investigar a prática da companhia americana. "Queremos ver mais reutilização, queremos ver mais reciclagem, mas acima de tudo queremos impedir que as pessoas usem coisas que vão acabar poluindo nossos mares, nosso mundo e isso significa cortar o nosso uso de plásticos", afirmou.

A Amazon se uniu recentemente à iniciativa global para proteger as florestas tropicais e fundou, ao lado Global Optimistic, a "The Climate Pledge", iniciativa para cumprir as metas do Acordo de Paris com dez anos de antecedência e atingir o nível zero de carbono até 2040.

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