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23 de Janeiro de 2013
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Trabalhadores de TI obtêm avanço em negociação, mas seguem sem acordo
Empresários elevaram índice para 7%, mas sindicato considera insuficiente

Na terceira rodada da negociação salarial dos trabalhadores de TI, os empresários subiram o índice de reajuste para 7%, o equivalente à reposição da inflação mais 0,8% de aumento real. O Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação (Sindpd) considerou o avanço positivo, mas ainda considera a proposta aquém das necessidade dos profissionais do setor e do ganho obtido pelas empresas no ano passado.
 
"Embora o sindicato patronal tenha avançado ao melhorar a sua proposta, elevando de 6,5% para 7% o aumento dos salários e aceitando propostas reivindicadas, infelizmente isso não contempla a necessidade dos profissionais e o direito que temos a melhorar as cláusulas sociais e econômicas da nossa Convenção Coletiva. Há ainda muita intransigência em relação aos pisos, à participação nos lucros e resultados para todos e à licença-maternidade. Precisamos avançar nessas questões tão importantes para o trabalhador", afirmou o presidente do Sindpd, Antonio Neto.
 
Os empresários aceitaram tornar obrigatória a política de reembolso por quilometragem e o aumento do auxílio-creche de 30% para 35% do salário normativo. Entretanto, as reivindicações de ampliação da PLR e do VR, propostas pelo Sindpd na reunião anterior, foram negadas. Também não houve avanço na discussão da licença-maternidade de 180 dias.
 
A justificativa do sindicato patronal para a resistência em relação aos pedidos da categoria é a retração da economia em 2012. O presidente do Sindpd ressalta, porém, que  o crescimento contínuo do setor de TI nos últimos anos demonstra que o mercado interno do segmento se mantém aquecido.
 
"Crescemos 10% em 2012 e acreditamos que a área vai se expandir ainda mais rápido em 2013, quando a economia começará a sentir efetivamente os efeitos das medidas que foram, e continuam sendo, adotadas pelo governo. Sabemos que a alegação de crescimento mais lento não é o único motivo que está impedindo a evolução da negociação. Existem pequenos grupos de empresários que, de forma orquestrada, estabelecem patamares salariais precários. Isto cria distorções no mercado e causa prejuízo aos trabalhadores e também à negociação. É algo que precisamos superar", reiterou Neto.
 
A próxima reunião entre o Sindpd e o Seprosp deve ocorrer na semana que vem, mas ainda não tem data definida.
 
Resumo da negociação


  Principais reivindicações do Sindpd:
- Aumento linear salarial de 8%;
- Aumento de 10% nos pisos;
- Obrigatoriedade de PLR para empresas com 30 ou mais funcionários, abrangendo todas em 2014;
- Pagamento de Vale-refeição de R$13 (valor líquido) por dia para empresas com 30 ou mais funcionários, regra que também valeria para todas em 2014; Aumento de 10% do Vale-refeição para empresas que pagam mais de R$13 diários;
- Inclusão de dez novos pisos salariais, abrangendo cargos como aprendiz de função técnica, programadores e analistas de sistemas;
- Licença-maternidade de 180 dias;
- Reembolso de quilometragem;
 
Proposta do Seprosp:
- Reajuste salarial de 7%;
- Aumento de 7% nos pisos;
- Garantia ao empregado em vias de aposentaria que tiver seis anos na mesma empresa;
- Obrigatoriedade de apresentação de política de viagens;
- Obrigatoriedade de apresentação de políticas de reembolso de quilometragem;
- Reajuste do auxílio-creche de 30% para 35% do salário normativo, para crianças com até 24 meses, e de 20% para 25%, para os filhos que tenham de 24 a 60 meses;
- Aumento de 10% no vale-refeição, restringidas às empresas com mais de 50 funcionários;
- Obrigatoriedade de apresentação de proposta de PLR para empresas com mais de 50 funcionários.




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