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14 de Setembro de 2023
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Caso IBM vira tema em debate de TI promovido pelo Sindpd
O DevTalk é mais uma iniciativa do Sindpd, que recentemente lançou o Sindplay, streaming de formação e qualificação em TI totalmente gratuita para os associados



O Sindpd-SP promoveu nesta quarta-feira (13), dia em se comemora o Dia do Desenvolvedor, a 2ª edição do DevTalk, evento que reúne influenciadores e coletivos de Tecnologia da Informação (TI).

Temas como cibersegurança, problemas vinculados a Inteligência Artificial (AI) e a precarização do trabalho do profissional de TI foram abordados no debate que discutiu os desafios e oportunidades do setor que mais cresce no Brasil e no mundo.

O encontro ocorreu na sede do sindicato, na região central de São Paulo, e foi transmitido ao vivo pelo Instagram do Sindpd-SP (assista aqui). O DevTalk é mais uma iniciativa do Sindpd, que recentemente lançou o Sindplay, um streaming de formação e qualificação em TI totalmente gratuita para os associados do sindicato.

O debate foi mediado pelo presidente do sindicato, Antonio Neto, e contou com a presença de Milena Barboza e Thiago Cunha, profissionais com mais de dez anos de experiência na área de segurança da informação, além de Renan Cavalheiro, representado a STW Brasil e a Academia de Forense Digital, e Reginaldo Júnior, graduado em Ciência da Computação e integrante do coletivo QuebraDev.

O "caso IBM" (entenda aqui), denunciado pelo sindicato, virou assunto entre os participantes do encontro. "O caso IBM é um ótimo exemplo sobre a importância da organização dos trabalhadores.", opinou Reginaldo Júnior, enquanto Renan Cavalheiro ressaltou a importância de que o trabalhador de TI tem "consciência de classe". "É muito importante a consciência de classe, para que o trabalhador não tenha que virar sozinho."

O avanço da Inteligência Artificial tem gerado tensão no setor, fazendo com que profissionais tenham receio de perderem seus empregos. Profissional de desenvolvimento, Reginaldo Jr. não acredita nesta possibilidade. "Nenhuma profissão vai acabar com a AI, na minha visão. Muitas coisas já existem há muitos anos. As ferramentas se tornaram mais maduras, mas dependem da atuação do ser humano, do profissional", argumentou.

Reginaldo apontou que, no entanto, o advento da IA criou novas 'profissões' ainda bastante precarizadas na área. "Como, por exemplo, o cara que ensina a utilizar a IA", pontuou. "É uma profissão ainda precarizada, mas do ponto de visto técnico, a AI criou uma profissão, ao invés de acabar com uma ou algumas", concordou Cavalheiro.



Cibersegurança

A área de cibersegurança recebeu vultuosos investimentos os últimos anos a partir do 'caso WannaCry', ocorrido em 2017. O ataque de ransomware WannaCry afetou mais de 200.000 computadores usando uma vulnerabilidade ao worm não corrigida nas redes de todo o mundo. A crise acabou criando uma corrida de empresas, que recorreram à cibersegurança para se poderem se proteger de ataques futuros.

O caso do hacker Walter Delgatti Neto, que em depoimento à uma CPI em Brasília, desmoralizou a segurança da informação pública ao citar senhas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "Parece difícil de acreditar, mas as senhas do sistema do CNJ eram '123mudar', 'cnj123' e '123456'", lembrou Antonio Neto.

"Fiz até uma série de stories no meu Instagram falando sobre o caso do hacker. A gente está em 2023 e discute coisas como senhas. As pessoas levam as senhas como um fardo, mas não precisa assim. A coisa pode ser mais leve, como um trecho de uma música, ou uma frase que te marcou. Existem padrões de senha já catalogados", disse Thiago Cunha.

Milena Barboza defendeu que o combate à crimes virtuais passa por um processo de conscientização de pessoas e empresa. "É uma tarefa diária, você conscientizar profissionais, colaboradores, sobre segurança da informação. É um grande desafio. A pessoa acha que nunca vai ser alvo de um cibercriminoso, mas você nunca sabe, às vezes até já foi", pontuou, acrescentando que há uma certa confusão na sociedade entre cibersegurança e segurança da informação.

"O cara de cibersegurança vai operar a tecnologia. A segurança da informação já passa mais por um processo de conscientização"



Mercado de Trabalho

Os novos desafios do mercado de trabalho do setor de TI também foram motivo de debate. Integrante do QuebraDev - coletivo que tem como um de seus objetivos democratizar o acesso à tecnologia da informação para a periferia -, Reginaldo Júnior frisou que ainda existem muitas barreiras para quem vem da periferia. "A precisa ter uma base sólida, que depende de uma educação de qualidade e de uma série de outras coisas", defendeu.

"A área continua tendo vagas para desenvolvedor, mas vejo uma redução de vagas para quem está começando. A descrições de vagas Júnior de hoje em dia são como as vagas de pleno de 3 anos atrás. As vagas estão mais difíceis de acessar", prosseguiu Reginaldo, acrescentando que o coletivo QuebraDev disponibiliza conteúdo para quem está começando na área de desenvolvimento.

"O cara tem que ser bom tecnicamente, tem que se saber se comunicar, tem que falar inglês, mas o salário mínimo é de R$ 1.300 (R$ 1.320). Às vezes são duas horas para chegar no trabalho e você tem que chegar bem, com a cabeça arejada para desenvolver. Por isso que sempre falo na importância da valorização do profissional de TI.", complementou Renan Cavalheiro.

Cavalheiro lembrou que iniciativas como a Sindplay são muito importantes e que precisam abranger todas as qualidades humanas - e não só técnicas - para a formação de um profissional de TI que atenda às expectativas do mercado do setor. "No Sindplay, por exemplo, a gente tem curso de oratória", ressaltou. Pós-graduado em Cyber Security e MBA em Segurança da Informação, Renan Calheiro é membro da Academia Forense Digital, que desenvolveu o 'Netflix de TI' - como o Sindplay tem sido chamado na imprensa especializada - em parceria com o Sindpd.

Antonio Neto citou a estatística de que o Brasil tem média de escolaridade de 7 anos ao mesmo tempo em que centenas de milhares de graduados no Brasil que não trabalham em suas áreas por diversas razões. "Sindplay tem cursos que servem para a reentrada no mercado de trabalho através do setor de TI", avaliou.



Lei Geral de Proteção de Dados

Após o caso envolvendo a atriz Carolina Dieckmann, que teve fotos vazadas de seu notebook ilegalmente, uma legislação foi criada para proteger os dados dos brasileiros.

Posteriormente, foi criado o Marco Civil da Internet e na sequência, a Lei Geral de Proteção de Dados. "No dia a dia a LGPD tem sido muito comentado dentro das empresas, já é uma realidade", contou Milena Barboza

Renan Cavalheiro lembrou que um caso em que um potencial cliente perdeu todas as redes sociais, acessos a conta de e-mail e bancárias, entre outros prejuízos financeiros e pessoais por conta de um ataque hacker que teve acesso a seus dados.

"Em uma cidade como São Paulo, por exemplo, se a gente sai de noite, a gente não leva tudo com a gente, pelo contrário, leva somente o necessário. Só que a gente ainda não entendeu que o mundo digital também é real".






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