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09 de Janeiro de 2024
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Patrões insultam trabalhadores e oferecem reajuste de fome
Proposta de 3% é recusada na mesa; setor patronal fará nova reunião nos próximos dias



Nesta terça-feira (09), a Bancada de Negociação do Sindpd se reuniu com a Comissão de Negociação do Seprosp, sindicato patronal, para a 1ª Rodada de Negociação da Campanha Salarial 2024. Recusando todas as pautas da categoria, os patrões ofereceram um reajuste insuficiente para os profissionais em TI para 2024: 3% (três por cento) em todas as cláusulas econômicas.

No início da reunião, o presidente do Sindpd, Antonio Neto, avaliou as dificuldades das últimas negociações e a forte participação dos trabalhadores na assembleia deste ano. Neto fez três propostas, que foram acolhidas pelo Seprosp: a manutenção da database em janeiro/2024 (início da vigência da Convenção Coletiva), a ultratividade da Convenção Coletiva 2023 durante a negociação coletiva e o acordo comum após exaurida a negociação entre as partes.

Em seguida, o representante patronal apresentou a contraproposta para a Campanha Salarial 2024, descrevendo como "assustadora" a proposta do Sindpd de reajuste salarial de 7,5%. Antonio Neto lembrou que o setor patronal nega aumento real para os trabalhadores desde 2017. "Por delicadeza, não vou me retirar da mesa e ouvir suas outras propostas", reagiu o presidente do Sindpd.

Assista trechos da negociação:

Com relação às demais propostas, o setor patronal negou todos os avanços propostos pelo Sindpd, mesmo em cláusulas que não têm impacto econômico para as empresas.

"Minha sensação é que não leram nossa proposta e tiveram a ousadia de propor um reajuste irrisório para a categoria. Se na próxima mesa não apresentarem uma proposta respeitosa, considerando a correção inflacionária, não faz sentido prosseguir com a rodada de negociação. Foi constrangedor um setor que não para de crescer, graças ao trabalho e empenho dos profissionais em TI, ter que ouvir essa proposta. A proposta está recusada e não haverá contraproposta enquanto permanecer neste patamar", avalia Neto.

O Sindpd também cobrou a cláusula que proíbe demissões em massa sem prévia negociação coletiva.

"As empresas demitem sem negociar. Precisamos fazer as empresas respeitarem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)", avalia o presidente do Sindpd.

O presidente do Seprosp, Luigi Nese, demonstrou que o setor concordaria apenas com uma redação contendo recomendações para questões sociais nas empresas, o que foi rejeitado pelo representante dos trabalhadores.

"Eu quero escrito na Convenção Coletiva. Como eu vou cobrar as empresas? Se não fica essa ficção. Eu quero o mundo real. O Sindpd vive o mundo real. Então eu quero que nós discutamos o mundo real neste processo", criticou Antonio Neto.

O presidente do Sindpd avaliou a posição do setor patronal: "Não queremos um manual de boas intenções. Os trabalhadores querem mudanças no ambiente de trabalho. Não adianta o marketing mudar o ícone das redes sociais e escrever textos longos dizendo que defende uma sociedade mais inclusiva. Se não estiver explícito na Convenção Coletiva, as empresas não cumprem. Estamos propondo tornar nosso texto mais moderno. Somos o setor das transformações, é inaceitável que o setor patronal, que usa o escudo do ESG, se negue a debater avanços em áreas como diversidade, governança, sustentabilidade e combate às inúmeras discriminações", avalia o presidente do Sindpd, Antonio Neto.


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