Reajuste salarial pelo INPC – Ocorreu nesta quinta-feira (15) a primeira rodada de negociação entre representantes do Sindpd-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo) e do Seprosp (Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo).
Na reunião, o setor patronal ofereceu um reajuste salarial para 2026 de 3,90%, percentual referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025. A proposta foi rejeitada pelo Sindpd, que reivindica um aumento de 7,5%. Para 2027, o Seprosp propôs um reajuste baseado no INPC de 2026, proposta que também foi negada pelo sindicato, que mantém a proposta de INPC + 2% para o próximo ano.
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Ficaram acordadas a manutenção da data-base em 1º de janeiro, o comum acordo e a validade da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024/2025 enquanto não houver consenso entre as partes para a nova CCT, que terá vigência em 2026 e 2027.
O presidente do Sindpd, Antonio Neto, explicou no início da reunião que o sindicato busca uma nova CCT que reflita o crescimento do setor nos últimos anos. Neto também lembrou que a Campanha Salarial do Sindpd promoveu quatro grandes eventos do Sindpd On Fire, reunindo cerca de 15 mil profissionais de TI, demonstrando a representatividade do sindicato junto à categoria no estado de São Paulo.
Em relação aos pisos salariais, o sindicato patronal ofereceu um reajuste de 6% para 2026, frente ao pedido do Sindpd, que é de um aumento superior a 10%, visando à valorização do salário base da categoria. Após o debate entre as partes, o setor patronal se comprometeu a apresentar uma proposta superior no próximo encontro, que deve ocorrer nos próximos dias.
Aumento do VR
Nas discussões sobre o Auxílio-Refeição, a proposta patronal foi de R$ 32,00 para 2026, representando um aumento de 6,67%, além da aplicação do INPC de 2026 em 2027. A proposta também foi rejeitada pelo Sindpd, que ponderou a necessidade do valor para 2027 refletir um processo de recuperação do poder de compra do auxílio-refeição.
O sindicato mantém a reivindicação de pagamento do auxílio por 13 meses ao ano. Ainda sobre o VR, foi acordado que as partes explicitarão no texto que, a partir de janeiro de 2026, o valor definido será líquido e mínimo, ou seja, já descontado o valor de coparticipação em folha.
O presidente Antonio Neto também cobrou um posicionamento em relação às demais pautas, como licença parental, day off e o fim da escala 6×1. Além disso, defendeu que o setor avance em pautas sociais que garantam inclusão, diversidade e o compromisso com um setor mais humano.
Nesta sexta-feira (16), será definida a data da próxima rodada de negociação, que deverá ocorrer na próxima semana. O Sindpd também disponibilizará nesta sexta-feira a íntegra da reunião desta quinta-feira no canal da entidade no YouTube.