A eficiência operacional vem se consolidando como um diferencial estratégico para empresas que buscam competitividade em um mercado cada vez mais dinâmico. Nesse contexto, a tecnologia da informação assume papel central ao sustentar operações distribuídas e responder às crescentes demandas do negócio. A expectativa para 2026 é de fortalecimento desse movimento, com a TI posicionada como eixo estruturante das organizações.
Mesmo diante de um cenário de maior cautela nos investimentos, a tecnologia segue como prioridade. Dados da IDC indicam que a maioria das empresas ampliou seus orçamentos de TI em 2025, refletindo a compreensão de que a digitalização do core do negócio é essencial para ganhos de eficiência e adaptação ao mercado.
Leia: Sindpd e Seprosp marcam 2ª rodada de negociação da Campanha Salarial
Segundo Claudia Medina, diretora de Dados e Análise da IDC América Latina, este ano as organizações devem manter o foco em se tornarem mais ágeis e eficientes, com a transformação digital no centro da estratégia. Alinhado a essa visão, Luciano Alves, CEO LatAm da Zabbix, destaca tendências que devem marcar o próximo ciclo da tecnologia corporativa.
Entre os principais pilares está a observabilidade, que ganha relevância em ambientes de nuvem e arquiteturas distribuídas. Mais do que acompanhar indicadores isolados, as empresas passam a buscar uma compreensão ampla do comportamento de aplicações, infraestrutura e usuários, conectando dados técnicos a impactos reais no negócio.
Outra mudança importante é a evolução do monitoramento para um modelo proativo e integrado. A fragmentação das áreas de TI perde espaço para uma visão que conecta front-end, back-end e experiência do usuário. Com isso, as equipes conseguem identificar falhas e gargalos antes que afetem o cliente final, tornando a TI mais preditiva e estratégica.
A segurança da informação também se consolida como tema central, especialmente com o avanço de regulações mais rigorosas. Privacidade e cibersegurança passam a caminhar juntas, com soluções que integram gestão de eventos de segurança e conformidade, reduzindo riscos sem sobrecarregar as equipes técnicas.
O uso de código aberto em ambientes corporativos segue em expansão. Além da economia, as soluções open source oferecem flexibilidade e independência tecnológica, permitindo personalizações rápidas e escalabilidade. Em 2026, esse modelo tende a se firmar como base para empresas que precisam responder com agilidade às mudanças do mercado.
Por fim, a valorização dos dados como suporte à tomada de decisão se intensifica. A tendência é transformar grandes volumes de informações técnicas em insights direcionados a diferentes públicos, das áreas operacionais à alta liderança. O foco deixa de ser apenas coletar dados e passa a responder de forma clara qual decisão pode ser tomada a partir deles.
Para Luciano Alves, o diferencial está no uso prático dessas informações. “Mais do que discutir monitoramento ou observabilidade como conceitos separados, o ponto central é a captura e a análise de dados. O importante é saber qual informação preciso extrair, como vou analisá-la, para quem ela será direcionada e qual decisão ela permite tomar”, afirma o executivo.
(Com informações de AL1)
(Foto: Reprodução/Freepik)