Negociação da Campanha Salarial – A 2ª Mesa de Negociação entre representantes do Sindpd-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo) e do Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo (Seprosp) foi marcada e ocorre nesta quinta-feira (22), às 11h, na sede do Seprosp.
Na ocasião, será discutida uma nova proposta do setor patronal diante da pauta de reivindicações da categoria após a 1ª primeira reunião, ocorrida na última quinta-feira (15), terminar sem acordo entre as partes.
Após as divergências notadas durante a 1ª mesa, na última quinta, o Sindpd decidiu lançar uma enquete para ouvir a opinião dos trabalhadores e trabalhadoras sobre as discussões a respeito dos pisos salariais da categoria de TI em São Paulo. Sua participação é fundamental para o avanço das negociações! (Participe da enquete clicando aqui)
1ª Reunião termina sem acordo
Na 1ª Mesa, ocorrida na última quinta, o setor patronal ofereceu um reajuste salarial para 2026 de 3,90%, percentual referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025. A proposta foi rejeitada pelo Sindpd, que reivindica um aumento de 7,5%. (Leia a matéria completa clicando aqui)
Ficaram acordadas a manutenção da data-base em 1º de janeiro, o comum acordo e a validade da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024/2025 enquanto não houver consenso entre as partes para a nova CCT, que terá vigência em 2026 e 2027.
Em relação aos pisos salariais, o sindicato patronal ofereceu um reajuste de 6% para 2026, frente ao pedido do Sindpd, que é de um aumento superior a 10%, visando à valorização do salário base da categoria. Após o debate entre as partes, o setor patronal se comprometeu a apresentar uma proposta superior no próximo encontro, que ocorrerá nesta quinta.
Aumento do VR
Nas discussões sobre o Auxílio-Refeição, a proposta patronal foi de R$ 32,00 para 2026, representando um aumento de 6,67%, além da aplicação do INPC de 2026 em 2027, proposta também foi rejeitada pelo Sindpd.
Ainda sobre o VR, foi acordado que as partes explicitarão no texto que, a partir de janeiro de 2026, o valor definido será líquido e mínimo, ou seja, já descontado o valor de coparticipação em folha.
O presidente Antonio Neto também cobrou um posicionamento em relação às demais pautas, como licença parental, day off e o fim da escala 6×1. Além disso, defendeu que o setor avance em pautas sociais que garantam inclusão, diversidade e o compromisso com um setor mais humano.
Assista a 1ª Mesa de Negociação na íntegra: