Negociação entre Sindpd e Seprosp – Já está disponível, na íntegra, a gravação da 3ª rodada de negociação entre representantes do Sindpd-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo) e do Seprosp (Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo), ocorrida nesta quinta-feira (29).
LEIA: Sistema para envio de documentos do acordo com o MELI já está disponível
O encontro deu prosseguimento às tratativas para a próxima Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que terá validade para 2026 e 2027, em caso de acordo.
Resumo da reunião
As negociações para a próxima Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria de TI em São Paulo seguiram travadas nesta quinta-feira (29), durante a 3ª rodada de negociação entre representantes do Sindpd-SP e do Seprosp no âmbito da Campanha Salaria 2026. (Leia a matéria na íntegra clicando aqui)
Os patrões insistem em oferecer um reajuste incompatível com o crescimento do setor nos últimos anos, especialmente em 2025, fixando a proposta em 4%, valor que foi prontamente rejeitado pelo Sindpd. Nos pisos salariais, a proposta foi basicamente a mesma feita na 2ª rodada de negociação, com pequenos arredondamentos (variando entre 6,05% e 6,38%), novamente oferecendo valores que estão aquém do que a categoria espera.
No Auxílio-Refeição, as divergências também ainda são grandes. O setor patronal aceitou o pagamento expresso do valor 22 dias por mês, 12 meses por ano, garantindo o pagamento do VR nas férias já em 2026, mas reduziu a proposta para R$ 31, um aumento de 3,3%, valor inferior ao próprio INPC acumulado de 2025, que foi de 3,9%. E R$32,50 para 2027.
O presidente do Sindpd lembrou ao sindicato patronal de que foram justamente discussões acerca do VR que levaram a categoria a realizar uma greve em 2011 e que diante do cenário de intransigência dos patrões, o sindicato estuda entrar com uma ação declaratória na Justiça do Trabalho requerendo o pagamento do VR nas férias e demais afastamentos de forma retroativa aos últimos 5 anos, para toda a categoria.
Apesar do recuo dos patrões ao aceitarem a inclusão de cláusulas relacionadas ao Mês da Mulher e de proteção ao Meio-Ambiente, as empresas querem desindexar o valor dos Auxílios Creche e para Filhos com Deficiência do salário normativo da categoria, propondo valor abaixo do esperado – R$ 704 de Auxílio-Creche para até dois anos e R$ 616 para filhos até 6 anos e R$ 880 para Filhos com Deficiência. As duas propostas foram rejeitadas pelo Sindpd.
A intransigência também se mantém em temas como o Day Off de aniversário e o fim da escala 6×1, com o setor patronal se recusando a incluí-las na convenção, assim como em cláusulas que tratam de fusões, de demissões em massa e da criação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para a categoria de TI em São Paulo.
Nas licenças parentais, quase nenhum avanço também. Os patrões não aceitam aumentar a licença-maternidade para 180 dias e propuseram uma licença-paternidade de 10 dias úteis tanto em 2026 quanto em 2027, proposta que também foi rejeitado pela representação dos trabalhadores.
Uma nova rodada de negociação será marcada em breve e deve ocorrer no início da próxima semana.