Trabalho informal – A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro registrou queda no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, alcançando 37,5%. O percentual representa cerca de 38,5 milhões de trabalhadores em situação informal e marca o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2020.
No trimestre móvel anterior, o índice havia sido de 37,8%, enquanto no mesmo período do ano passado era de 38,4%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Segundo a coordenação da pesquisa, a redução da informalidade segue uma trajetória de queda iniciada em 2022 e que passou a se intensificar a partir de 2023. Entre os fatores que ajudam a explicar esse movimento está a diminuição do número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado e o aumento do registro de trabalhadores por conta própria com CNPJ.
Apesar de lembrar que, em 2020, a informalidade também recuou de forma acentuada por causa da pandemia – quando muitas pessoas deixaram de trabalhar – a avaliação atual é de que o mercado vive um momento de melhor qualidade do emprego na série histórica recente.
Rendimento médio em alta
A composição atual do mercado de trabalho também tem impacto no rendimento dos trabalhadores. Com a presença maior de empregos formais e uma estrutura considerada mais equilibrada, o rendimento médio segue em patamar elevado.
De acordo com a pesquisa, o rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.652, o maior valor da série. O resultado representa crescimento de 2,8% no trimestre analisado e aumento de 5,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Emprego formal e trabalho por conta própria
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, excluindo domésticos, chegou a 39,4 milhões. O total ficou estável no trimestre, mas apresentou crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior, o que representa cerca de 800 mil novos vínculos formais.
Entre os empregados sem carteira assinada no setor privado, o contingente também permaneceu estável no trimestre, somando 13,4 milhões de pessoas.
Já os trabalhadores por conta própria alcançaram 26,2 milhões. O número não apresentou variação significativa no trimestre, mas registrou aumento de 3,7% na comparação anual, com a entrada de cerca de 927 mil pessoas nessa condição.
No caso dos trabalhadores domésticos, o total foi estimado em 5,5 milhões. Embora o número tenha permanecido estável no trimestre, houve recuo de 4,5% no acumulado anual.
Setores com mais ocupação
Entre os setores da economia, alguns apresentaram crescimento no número de ocupados em relação ao trimestre anterior. As atividades de informação, comunicação e serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos registraram alta de 2,8%, o que representa acréscimo de cerca de 365 mil trabalhadores.
Outro destaque foi o grupo de outros serviços, com aumento de 3,5% na ocupação, equivalente a aproximadamente 185 mil pessoas.
Em sentido contrário, a indústria geral apresentou retração de 2,3%, com redução de cerca de 305 mil postos de trabalho.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve expansão em áreas como informação e comunicação, além das atividades financeiras, imobiliárias e profissionais. Também se destacou o crescimento no setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais.
(Com informações de Agência Brasil)
(Foto: Reprodução/Freepik)
