Abrigar vida – Astrônomos identificaram um grupo restrito de planetas que despontam como os mais promissores na busca por vida fora da Terra. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Cornell aponta que apenas 45 exoplanetas rochosos estão situados na chamada zona habitável de suas estrelas, região onde pode existir água líquida na superfície.
Publicado nesta quinta-feira (19) na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, o levantamento analisou mais de 6 mil planetas já descobertos. Apesar do número expressivo, apenas uma pequena fração atende aos critérios necessários para sustentar condições potencialmente favoráveis à vida.
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A seleção pode se tornar ainda mais restrita. De acordo com a abordagem mais conservadora do estudo, apenas 24 desses mundos realmente se encaixariam em uma definição mais rigorosa de habitabilidade. A diferença está na forma como os cientistas consideram o impacto da luz estelar sobre a atmosfera dos planetas.
“Sabemos que a Terra é habitável, enquanto Vênus e Marte não são. Podemos usar nosso Sistema Solar como referência para procurar exoplanetas que recebem energia estelar entre o que Vênus e Marte recebem”, explicou Abigail Bohl, coautora do estudo.
Apesar do avanço na identificação desses mundos, a possibilidade de visitá-los ainda está muito distante. Mesmo o planeta mais próximo exigiria cerca de 114 mil anos de viagem com a tecnologia atual, considerando a velocidade máxima atingida por missões tripuladas como a Apollo 10.
Além de alimentar a curiosidade sobre vida extraterrestre, o estudo tem aplicação prática. Os 45 planetas mapeados servem como guia para futuras observações com telescópios avançados, como o Telescópio Espacial James Webb e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman.
“Embora seja difícil dizer o que torna algo mais provável de ter vida, identificar onde procurar é o primeiro passo fundamental, então o objetivo do nosso projeto foi dizer ‘aqui estão os melhores alvos para observação’”, afirmou Gillis Lowry, outro coautor.
Os pesquisadores também destacam que a habitabilidade varia conforme o tipo de estrela. Diferentes comprimentos de onda de luz influenciam diretamente o aquecimento das atmosferas, podendo gerar condições bastante distintas das encontradas na Terra.
Mesmo planetas considerados menos promissores têm valor científico, já que ajudam a compreender os limites da vida e os fatores que tornam um ambiente habitável. Até agora, apesar das milhares de descobertas além do Sistema Solar, apenas uma parcela mínima apresenta condições semelhantes às do nosso planeta.
Nesse cenário, os 45 candidatos identificados representam os melhores alvos atuais na busca por vida extraterrestre, ainda que, por enquanto, essa exploração permaneça limitada à observação à distância.
(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)
