Crédito consignado – A Dataprev apresentou nesta quinta-feira, 16/4, seus resultados financeiros de 2025, marcados por crescimento expressivo no lucro e na receita. A estatal registrou lucro líquido de R$ 899,7 milhões, avanço de 77% em comparação ao ano anterior, enquanto o faturamento líquido chegou a R$ 2,5 bilhões, alta de 29,5%.
A receita bruta total da companhia atingiu R$ 2,7 bilhões, crescimento de 18,6% frente a 2024. O principal impulso veio do segmento de instituições financeiras, responsável por 60,6% da arrecadação, cerca de R$ 1,6 bilhão. Já o setor público, que representou 39,4% da receita, também apresentou expansão relevante, com crescimento de 26,7%, influenciado por revisões contratuais e aumento de demandas ligadas a políticas públicas.
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Entre os clientes governamentais, o INSS manteve a posição de maior fonte de receita pública, com R$ 526,8 milhões, o equivalente a 19,2% do total. O contrato com a autarquia, renovado em novembro de 2024, resultou em elevação de 42,2% no faturamento. Na sequência aparecem o Ministério da Gestão e Inovação (R$ 134 milhões), a Receita Federal (R$ 131 milhões) e o Ministério do Trabalho (R$ 120 milhões).
No setor privado, o destaque foi o serviço de Crédito do Trabalhador, infraestrutura tecnológica que viabiliza empréstimos consignados para trabalhadores com FGTS. A solução gerou R$ 111,8 milhões em receita e contribuiu para um aumento de R$ 202,4 milhões no faturamento com instituições financeiras, representando crescimento de 13,9% nesse segmento.
Os investimentos da empresa também avançaram. Em 2025, a Dataprev destinou R$ 147,4 milhões em capital (Capex), crescimento de 52,1% em relação aos R$ 96,9 milhões aplicados em 2024. Desse total, R$ 111,7 milhões foram direcionados a hardware e software. A geração de caixa foi positiva em R$ 234,9 milhões, enquanto o superávit primário alcançou R$ 25,5 milhões. As principais despesas concentraram-se em pessoal (47,8%), hardware e software (15,7%) e tributos (15%).
O balanço também evidencia uma mudança estrutural na estratégia tecnológica da estatal. A Dataprev vem migrando de um modelo predominantemente transacional para uma arquitetura baseada em computação em nuvem, virtualização e contratações sob demanda. Essa transição se reflete nas despesas operacionais com tecnologia, que saltaram de R$ 141,6 milhões em 2024 para R$ 309,6 milhões em 2025, enquanto os investimentos em software via Capex recuaram de R$ 13,3 milhões para R$ 1,7 milhão.
Segundo o relatório, “nas contratações de software, infraestrutura de TI e plataformas, a Dataprev vem substituindo os investimentos que eram classificados com Capex por despesas operacionais (Opex), à medida que evoluem no mercado os modelos de oferta desses elementos como serviços (Software as a Service-SaaS, Infrastructure as a Service-IaaS e Plataform as a Service-PaaS)”.
A companhia também destaca o foco em interoperabilidade de dados e no uso de tecnologias emergentes. De acordo com a mensagem do presidente Rodrigo Assumpção, “a Dataprev vem investindo em tecnologias que promovam interoperabilidade crescente às bases de dados. Computação em nuvem, ferramentas de Inteligência Artificial e análise avançada de dados enfatizam a amplificação das infraestruturas públicas digitais”.
Nesse contexto, a empresa aponta a consolidação da chamada “nuvem de governo” como um dos principais vetores estratégicos. “No ciclo mais recente, essa evolução converge para a consolidação da ‘nuvem de governo’, iniciativa na qual a Dataprev tem grande protagonismo, posicionando-se como fornecedora estratégica de serviços de computação em nuvem para o setor público federal”, afirma o documento.
A estatal avalia que o modelo híbrido, que combina infraestrutura própria e parcerias tecnológicas, amplia a flexibilidade financeira, reduz riscos de obsolescência e sustenta sua estratégia de transformação digital, alinhada às diretrizes de eficiência, sustentabilidade econômica e modernização dos serviços públicos.
(Com informações de Convergência Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik)