Criptografia de ponta a ponta – A Meta confirmou na última sexta-feira (13) que o Instagram deixará de oferecer a opção de criptografia de ponta a ponta em suas mensagens diretas (DMs). O encerramento do suporte está agendado para o dia 8 de maio de 2026. Atualmente, ao contrário do WhatsApp, o recurso não é nativo do Instagram, exigindo que o usuário o ative manualmente em cada conversa.
De acordo com um porta-voz da empresa, o motivo central para a mudança é a falta de interesse do público. “Poucas pessoas estavam optando pela criptografia de ponta a ponta nas mensagens diretas. Então, removeremos essa opção do Instagram nos próximos meses”, explicou o porta-voz.
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A companhia orientou que os usuários que priorizam essa camada extra de segurança migrem suas conversas para outra plataforma do grupo: “Quem quiser continuar enviando mensagens com criptografia de ponta a ponta pode fazer isso facilmente no WhatsApp”.
O cenário no Messenger e WhatsApp
Enquanto o Instagram perde a funcionalidade, o status do Facebook Messenger permanece incerto. Embora a Meta tenha iniciado a ativação do recurso por padrão no Messenger em 2023, a declaração oficial desta sexta-feira não mencionou o app. Uma página de suporte da plataforma apenas reitera que a companhia segue no processo de implementar a proteção por padrão.
Essa decisão marca uma nova guinada na estratégia da Meta. Em 2019, Zuckerberg defendia que a criptografia total era “a coisa certa a se fazer”. No entanto, o cronograma sofreu atrasos sucessivos sob a justificativa de aprimorar ferramentas de segurança.
A trajetória da criptografia na Meta é cercada de polêmicas. Autoridades e entidades de proteção à infância criticam duramente o sistema, alegando que ele dificulta a identificação de criminosos e pedófilos nas redes sociais.
O tema foi recentemente debatido em um tribunal no Novo México (EUA). Documentos internos expuseram divergências entre executivos da Meta sobre o equilíbrio entre privacidade e segurança. Em depoimento, o próprio Zuckerberg admitiu que o dilema foi um dos motivos para a demora na implementação no Messenger:
“Houve debate sobre isso, mas acredito que a maioria das pessoas, desde usuários dos nossos produtos até especialistas em segurança em geral, concorda que uma criptografia forte é positiva”, afirmou o CEO.
(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Freepik/vvstudio)
