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12 de Setembro de 2012
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Rotatividade do setor de TI paulistano atinge 9,8% no primeiro semestre
De janeiro a junho, mais de 10 mil pessoas trocaram de emprego na área

A rotatividade do setor de TI na cidade de São Paulo alcançou 9,8% no primeiro semestre de 2012. É o que mostra o levantamento do Sindicato dos Trabalhadores de TI (Sindpd). O índice é mais alto do que as médias nacionais de atividades como a indústria de transformação (3,8%) e o comércio (4,5%), divulgadas mensalmente pelo Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho.

A capital paulista abriga cerca de 58% dos postos de trabalho em TI do estado e 27% do Brasil, ainda segundo o Ministério do Trabalho. Dos 110 mil trabalhadores de TI empregados até junho no município, 10.789 mil trocaram de empregos. No mesmo período do ano passado, esse número era 43% menor (7.544 mil).

De acordo com os dados do Caged, as áreas com rotatividade mais elevada no país, no primeiro semestre deste ano, são a construção civil, com média de 7%, a agropecuária, 5,8%, e o comércio, 4,5%. No setor de serviços, o qual a tecnologia da informação faz parte, a rotação chega a 3,8%.

Para o presidente do Sindpd, Antonio Neto, o índice é resultado da falta de políticas claras de cargos e salários, salários de entrada baixos e benefícios pouco atrativos pra o segmento. "O setor de TI cresce mais de 10% ao ano. Com o mercado aquecido e o déficit de mão de obra qualificada, o trabalhador muda de emprego com mais facilidade atraído geralmente por melhores salários, benefícios e planos de carreira mais objetivos. Numa pesquisa que o instituto datafolha fez a pedido do sindicato no início deste ano, a insatisfação em relação a políticas de cargos e salários adotadas nas empresas de tecnologia da informação chega a 76%, além disso, 39% da categoria afirma não se sentir valorizada."

Neto também avalia que a rotatividade elevada retarda o desenvolvimento do setor e é ruim para trabalhadores, empresas e governo. "O ideal é que a média fique em 3%. Taxas mais altas que essa evidenciam setores instáveis e prejudicam o crescimento. Para o governo, o custo é alto. Em 2011, foram gastos com seguro desemprego R$ 23,7 bilhões. O profissional fica inseguro num cenário incerto e não cria identidade com a companhia em que trabalha. E os empresários, que precisam reter seus talentos para continuarem crescendo, acabam perdendo os funcionários para outras empresas".

A solução, segundo o presidente do sindicato, é motivar e valorizar o trabalhador para que ele se sinta parte da empresa. "É preciso pagar salários condizentes com a formação do profissional, investir na qualificação e na integração dele com a companhia. Incentivar o funcionário a crescer na empresa. Isso pode ser apoiado por ferramentas como planos claros de cargos e salários, incentivo à profissionalização e participação nos lucros e resultados".

 

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