Fonte de notícias – As redes sociais e plataformas de vídeo passaram a ocupar, pela primeira vez, a posição de principal fonte de notícias no mundo. O dado faz parte do mais recente relatório do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, ligado à Universidade de Oxford, divulgado nesta terça-feira (16).
O levantamento confirma uma transformação que vinha sendo observada ao longo dos últimos anos, mas que agora se consolida em escala global. Segundo o estudo, destacado pelo UOL, os meios digitais superaram televisão, rádio e sites jornalísticos tradicionais como principais caminhos utilizados pela população para acompanhar acontecimentos e informações do dia a dia.
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A pesquisa foi realizada pela YouGov com cerca de 100 mil pessoas em 48 países. Os resultados mostram que 54% dos entrevistados utilizam redes sociais ou plataformas de vídeo para se informar. Quando são consideradas também ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, esse percentual sobe para 56%.
Nesse cenário, a diferença entre os diversos meios de acesso às notícias se torna cada vez menor. As redes sociais e plataformas de vídeo aparecem com 54%, seguidas pela televisão, com 52%, pelos sites e aplicativos de notícias, com 51%, e pelo rádio, com 21%.
Mudança geracional acelera transformação
O relatório aponta que a forma de consumir notícias varia significativamente entre as faixas etárias. Entre jovens de 18 a 24 anos, mais da metade já utiliza redes sociais como principal fonte de informação.
Entre pessoas de 45 a 54 anos e entre aquelas com mais de 55 anos, a televisão continua ocupando a primeira posição. Ainda assim, o estudo destaca que os sites e aplicativos de veículos tradicionais não aparecem como principal fonte de informação em nenhuma faixa etária analisada.
As preferências também mudam de acordo com a plataforma utilizada. Enquanto YouTube e X são acessados de forma mais direta por usuários que buscam acompanhar notícias, Facebook, Instagram e TikTok costumam apresentar conteúdos jornalísticos misturados ao uso cotidiano dessas redes.
Confiança na mídia atinge menor nível da série
Além das mudanças nos hábitos de consumo, o relatório de 180 páginas chama atenção para a queda na confiança do público. Apenas 37% dos entrevistados afirmaram confiar na maioria das informações na maior parte do tempo, o menor índice já registrado pela pesquisa.
O estudo também mostra que o modelo econômico do jornalismo segue sob pressão. Apenas 17% dos participantes disseram pagar por notícias online, enquanto a publicidade continua migrando em larga escala para as big techs.
Inteligência artificial ganha espaço na rotina de informação
O uso de ferramentas de inteligência artificial para acompanhar notícias também aparece como uma tendência crescente. Cerca de 10% dos entrevistados afirmaram recorrer semanalmente a recursos como o ChatGPT para se informar, acima dos 7% registrados no ano anterior.
Para Jim Egan, autor do relatório, o avanço dessas tecnologias representa um dos principais desafios para o setor de comunicação. Segundo ele, lidar com a expansão da inteligência artificial generativa será uma tarefa central tanto para os veículos de comunicação quanto para formuladores de políticas públicas nos próximos anos.
Os resultados retratam um ambiente em plena transição. As redes sociais deixaram de ocupar um papel complementar e passaram a concentrar o consumo de notícias em escala global, enquanto os meios tradicionais buscam se adaptar a um público cada vez mais fragmentado, digital e menos fiel aos formatos convencionais.
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(Com informações de Olhar Digital)
(Foto: Reprodução/Magnific)
